18 - September - 2015

Agosto de 2015 foi o mais quente da história, afirma agência norte-americana

Segundo a Noaa, mês teve temperaturas 0,23 grau Celsius mais altas que a do recordista anterior,
agosto de 1998; no acumulado de oito meses, 2015 já é o ano mais quente já registrado

Mapa de variação de temperatura em agosto; o azul mostra recordes de frio, e o vermelho escuro, recordes de calor (Imagem: Noaa)
Mapa de variação de temperatura em agosto; o azul mostra recordes de frio, e o vermelho escuro, recordes de calor (Imagem: Noaa)

DO OC

A Noaa (Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos EUA) acaba de confirmar o que os brasileiros já haviam sentido na pele: o mês passado foi o agosto mais quente já registrado desde o início das medições com termômetros, nos anos 1880.

A temperatura média no mês foi 0,88oC mais alta do que a média do século 20 e 0,23oC mais alta do que a do agosto mais quente até agora, o de 1998. No total, agosto de 2015 foi o terceiro mês mais quente já medido.

O calor foi maior do que a média no inverno sul-americano, com partes da Argentina registrando temperaturas de até 40oC; nos Estados Unidos, onde incêndios florestais devastam a costa Oeste e onde a Califórnia sofre com a falta d’água; na África, onde os termômetros subiram 1,4oC acima da média do século 20; na Austrália; e no Oceano Ártico, que registrou a quarta menor extensão de cobertura de gelo desde o início das medições com satélites, nos anos 1980.

No leste do Pacífico, três tufões (nome dado aos furacões naquele oceano) foram registrados simultaneamente também pela primeira vez. O oeste da Rússia e o Reino Unido, por outro lado, tiveram temperaturas mais baixas do que a média para o mês.

Na média do ano até aqui, 2015 segue firme na trajetória de bater o recorde de 2014 como ano mais quente. Até agora, a média dos oito meses está 1,29oC acima da média do século 20 para o mesmo período e 0,1oC acima do recorde de 2010 (2014 foi apenas marginalmente mais quente que 2010, considerando os 12 meses).

Segundo a Noaa, condições de El Niño, que ajudam a elevar a temperatura global, foram registradas no Pacífico e devem permanecer até o ano que vem.

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