Eles decidirão o futuro do Acordo de Paris

Quem são e o que pensam os sete conselheiros de Donald Trump que darão a palavra final sobre a permanência ou não dos Estados Unidos, maior poluidor histórico, no tratado do clima

Trump_Office of the president of United States, in january_2017

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Nos próximos dias o presidente Donald Trump e sua equipe vão debater se os EUA mantêm sua participação no acordo do clima de Paris, que ratificaram com outros 142 países, ou se abandonam o tratado. A reunião, prevista para esta terça-feira (18), foi adiada, alegadamente por falta de agenda de alguns dos conselheiros.

Trump já criticou o acordo e as políticas norte-americanas desenvolvidas para implementá-lo, alegando que prejudicavam a indústria de combustíveis fósseis e tiravam empregos dos trabalhadores norte-americanos.

Durante a campanha eleitoral do ano passado, Trump disse que os EUA “cancelariam” o acordo. Dado que o pacto não depende da participação dos EUA, o que ele provavelmente quis dizer é que o país poderia sair do acordo, o que teria consequências potencialmente dramáticas para o combate à mudança global do clima. Saiba quem são e o que pensam os sete conselheiros escalados para o encontro que poderá tomar essa decisão:

Rex Tillerson, secretário de Estado

Ex-CEO da Exxon Mobil, apoiou o envolvimento dos EUA no acordo de Paris e nas negociações climáticas da ONU, mesmo que apenas para proteger os interesses americanos. “Acho importante os Estados Unidos continuarem envolvidos nessas discussões para que estejamos na mesa expressando nossa visão e entendendo quais podem ser os impactos das decisões sobre o povo americano e sobre a competitividade americana”, disse.

Jared Kushner, assessor sênior

O genro de Trump, Kushner, é relatado como um dos conselheiros mais influentes do presidente. Kushner e a esposa Ivanka Trump afirmaram que estão trabalhando para convencer o presidente a permanecer no acordo. No entanto, não se manifestaram publicamente sobre a questão, o que significa que são figuras moderadas e não assumem um lado da questão.

Gary Cohn, diretor do conselho econômico nacional

Durante o mandato de Cohn como diretor operacional da Goldman Sachs, o banco de investimento realizou várias chamadas públicas convocando os parceiros para uma ação climática forte. O banco pressionou a Casa Branca a acatar as negociações de Paris, no entanto, não se posicionou publicamente sobre o tema.

HR McMaster, conselheiro de segurança nacional

É um defensor da permanência dos EUA no acordo, embora não tenha se manifestado publicamente.

Rick Perry, secretário de Energia

Na semana passada, Perry encontrou-se com ministros de energia do G7 em Roma, onde se recusou a assinar um endosso ao acordo de Paris. Ele disse que o debate interno em andamento na Casa Branca dava sinais de que os EUA ainda não tomaram uma posição.

Steve Bannon, estrategista-chefe

Quando Bannon foi presidente-executivo da Breitbart News, o site da direita tomou uma linha editorial profundamente crítica ao acordo de Paris. De acordo com o New York Times, Bannon liderou os argumentos contrários ao acordo dentro da Casa Branca.

Scott Pruitt, diretor da Agência de Proteção Ambiental

Um dos principais críticos do acordo de Paris no governo, Pruitt pediu repetidamente que os EUA deixassem o acordo. O chefe do EPA disse que Paris tinha sido “um mau negócio” para os EUA por ter obrigado o país a reduzir seus empregos, enquanto Índia e China não teriam de fazer nada até 2030. Mentira dele: os compromissos voluntários assumidos no acordo exigem ação imediata de todos os principais emissores.

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