06 - February - 2015

Empresários pedem emissão zero em 2050

Um grupo de fundadores de algumas das maiores empresas do planeta pediu nesta quinta-feira (5/2) que os governos incluam no texto do acordo do clima de Paris a meta de zerar as emissões líquidas de gases-estufa no mundo em 2050.

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O conjunto de empresários, conhecido como B-Team, inclui o dono do grupo Virgin, Sir Richard Branson, o CEO emérito da Tata, Ratan Tata, o CEO da Unilever, Paul Polman, e os fundadores da Natura, o brasileiro Guilherme Leal, e do Huffington Post, Ariana Huffington. Eles entregaram uma carta à secretária-executiva da Convenção do Clima das Nações Unidas, Christiana Figueres, na qual pedem que ela faça esforços para que a meta de zero emissões líquidas no meio do século seja “a fundação sobre a qual os países construirão o texto do acordo final”.

Representantes de cerca de 190 países se reúnem na semana que vem em Genebra, Suíça, para a primeira rodada de negociações deste ano daquilo que se espera que seja o novo tratado global de proteção ao clima. O acordo deverá ser assinado no fim deste ano em Paris, e espera-se que contenha metas de corte de emissões a serem atingidas por todo o mundo a partir de 2020, com o objetivo de tentar manter o aquecimento global no fim deste século abaixo de 2oC em relação à era pré-industrial. Este é o limite considerado perigoso pela ciência.

“A avaliação recente do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC) concluiu que chegar a emissões líquidas zero de gases-estufa em 2100 nos dará apenas 66% de chance de limitar o aquecimento global a 2oC. Nós acreditamos que uma chance em três de fracasso é inaceitável, dados os impactos climáticos potencialmente catastróficos”, diz a carta dos empresários.

“As grandes empresas já entenderam que reduzir emissões é bom para o clima e bom para os negócios”, disse o secretário-executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl. “Esperamos que o empresariado brasileiro seja inspirado pelo movimento do B-Team e comece a apoiar a adoção de uma meta ambiciosa de corte de emissões pelo Brasil no acordo de Paris. O setor privado, tão preocupado com nossa competitividade, precisa se preparar para este momento, ou corre o risco de ficar para trás.”

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