16 - agosto - 2016

Julho bate todos os recordes de calor

Dados da Nasa mostram que o mês passado foi o mais quente já registrado em qualquer período desde o início das medições globais, em 1880; 2016 tem “99% de chance” de ser ano mais quente

Gráfico mostra série de temperaturas mensais da Nasa, com julho de 2016 no topo (Imagem: Gavin Schmidt/Giss-Nasa/Twitter)
Gráfico mostra série de temperaturas mensais da Nasa, com julho de 2016 no topo (Imagem: Gavin Schmidt/Giss-Nasa/Twitter)

DO OC

É ouro! Dados divulgados nesta segunda-feira pela Nasa mostram que o mês de julho de 2016 bateu o recorde olímpico e o recorde mundial: foi o julho mais quente desde o início das medições globais com termômetros, em 1880, e o mês mais quente de todos os tempos.

Segundo a série de dados da agência espacial americana, o mês passado teve um desvio de temperatura de 0,84oC em relação à média para o mesmo mês medida entre 1951 e 1980, batendo de longe a marca do agora medalhista de prata 2011 para julho, 0,74oC.

É relativamente pouco se comparado ao mês de maior desvio até agora, fevereiro, quando a anomalia foi de 1,32oC, mais do que o dobro dos 0,87oC vistos em fevereiro de 2015 (até então o fevereiro mais quente da série).

Acontece que os meses de julho e agosto são o auge do verão no hemisfério Norte, onde está a maior parte das terras emersas do globo. Isso puxa para cima a temperatura média de todo o planeta nesse período, tornando julho e agosto naturalmente os meses mais quentes do ano, como mostra o gráfico da Nasa que ilustra esta página, com a variação sazonal das temperaturas combinadas da superfície e do oceano.

Segundo a série da Nasa, julho é o décimo mês consecutivo a bater recorde de temperatura global. Desde outubro do ano passado, cada mês tem sido o mais quente desde o início dos registros.

O El Niño, o aquecimento do oceano Pacífico que ajudou a elevar elevou temperaturas no mundo inteiro, desapareceu em maio – mas nem isso derrubou a média do mês.

“Ainda 99% de chance de um novo recorde anual em 2016”, tuitou Gavin Schmidt, diretor do Centro Goddard de Estudos Espaciais da Nasa, responsável pelos dados.

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