07 - April - 2020

OC ganha novos membros e chega a 50 entidades

Organizações aumentam capacidade de ação da rede em temas cruciais, como transportes, energia, democracia e cidades

André Lima, do IDS, fala em assembleia do OC - Foto: Sônia Maria de Souza
André Lima, do IDS, fala em assembleia do OC - Foto: Sônia Maria de Souza

DO OC – No ano em que completou 18 anos, o Observatório do Clima recebeu novas adesões. Agora, entre membros e observadores, a principal rede da sociedade civil brasileira sobre mudança climática conta com 50 organizações.

Na assembleia geral da rede, realizada em fevereiro, juntaram-se ao OC a IEI Brasil (International Energy Initiative), o Instituto Escolhas, o Gambá (Grupo Ambientalista da Bahia) e, na categoria de observador, a Transparência Internacional. O Engajamundo e o Instituto ClimaInfo, então observadores, tornaram-se membros plenos.

Eles se juntam a outros três recém-ingressados na rede: o IDS (Instituto Democracia e Sustentabilidade), o Instituto Pólis e o ITDP (Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento).

Os novos membros e observadores acrescentam capacidades cruciais à rede em áreas como energia, cidades, transportes e luta pela democracia. “Eles ajudarão a diversificar ainda mais a ação do OC à luz das próprias áreas de especialização. Isso aumenta tanto a resiliência da sociedade civil neste contexto difícil que vivemos quanto a nossa habilidade de propor soluções e evitar retrocessos”, diz Marcio Astrini, secretário-executivo da rede.

O IEI, fundado pelos cientistas José Goldemberg, Thomas Johansson, Amulya Reddy e Robert Williams, é um think-tank com sede em Campinas que tem como missão fortalecer a eficiência energética e as energias renováveis como instrumentos para o desenvolvimento sustentável. “Nos unimos à rede do Observatório do Clima pelo seu trabalho diligente, técnico e apartidário dentro das questões climáticas e sociais e na importância da energia nesse contexto. O IEI Brasil tem como contribuir com o debate e a produção de informações sobre energia que possam embasar as ações do OC”, disse Rodolfo Gomes, diretor-executivo da iniciativa.

A Transparência Internacional Brasil é o capítulo brasileiro de uma rede presente em mais de cem países que luta contra a corrupção e por controle social de ações de governos e empresas. “Fazer parte do Observatório do Clima é uma grande oportunidade de aprendizado, de interação com organizações que atuam com clima, bem como de compartilhamento das nossas experiências na agenda anticorrupção”, disse Renato Morgado, consultor do Programa de Integridade Socioambiental da TI.

O Instituto Escolhas é um think-tank fundado em 2015 que se dedica a produzir estudos sobre impactos econômicos, sociais e ambientais de políticas públicas e de decisões privadas. Foi criado – daí o nome – para traduzir em números as escolhas que a sociedade faz quando adota ou deixa de adotar uma política ou uma ação de desenvolvimento sustentável.

O Gambá é uma das ONGs ambientais mais atuantes do Estado da Bahia, atuando há quase 40 anos em conservação, acompanhamento de políticas públicas e formação de cidadania. Participaram da mobilização para limpar as praias baianas no ano passado, quando o óleo de origem misteriosa tomou toda a costa nordestina.

O Instituto Democracia e Sustentabilidade e o Instituto Pólis já vinham colaborando em a rede em algumas ações e agora consolidam a aproximação. “O Instituto Pólis gostaria de contribuir para as reflexões e posicionamentos sobre as mudanças climáticas nas cidades e seus impactos sobre os segmentos sociais mais vulneráveis no meio urbano. Entendemos que as mulheres negras serão as mais atingidas pelas catástrofes ambientais”, diz Beth Grinberg, coordenadora de Resíduos Sólidos do instituto. “Entendemos que a luta pelo equilíbrio climático e pelo direito à cidade é interseccional e requer  uma mobilização que defenda um novo modelo de desenvolvimento urbano com equidade social e respeito ao meio ambiente.”

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