O QUE SIGNIFICA 1,5°C?

Manter o aquecimento global abaixo de 1,5°C é a única META DE TEMPERATURA GLOBAL SEGURA que ainda podemos alcançar.

As metas climáticas são medidas em graus Celsius acima dos níveis médios de temperatura do planeta antes da Revolução Industrial. E por que antes da Revolução Industrial? Porque foi com ela que começamos a usar carvão e petróleo em larga escala para gerar energia. Ao serem queimados, petróleo e carvão geram poluição, além daquela que causa problemas respiratórios. Esta é a principal (mas não a única) responsável pelo aquecimento do planeta.

Isso é urgente porque sabemos agora o tamanho da ameaça à prosperidade e até mesmo à existência das nações que um aumento acima desse limite representa. As mudanças de temperatura podem soar mínimas, mas o aquecimento de 1o C que já tivemos resultou em na duplicação dos dias e noites extremamente quentes em muitos países, bem como em tempestades sem precedentes, inundações, secas, crises alimentares, derretimento das capas glaciais e dos solos congelados, além da elevação do nível dos mares e submersão de grandes áreas de terra – alguns países já perderam ilhas e tiveram que resgatar seus habitantes. No Acordo de Paris, o primeiro tratado universal contra as mudanças climáticas, adotado em 2015, o mundo se comprometeu a fazer esforços para evitar que o aquecimento global ultrapasse 1,5o C. Não cumprir essa meta trará riscos significativos à sobrevivência de nações-ilhas como Kiribati, Maldivas e Tuvalu, a regiões costeiras como o Delta do Mekong, Flórida e sul de Bangladesh e cidades costeiras como o Rio de Janeiro, Santos e Recife.

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Os 15 anos mais quentes já registrados ocorreram neste século. O ano passado foi o mais quente desde o início das medições e tudo indica que em 2016 teremos um novo recorde. Se continuarmos neste ritmo, enfrentaremos problemas cada vez mais graves de abastecimento de água e produção de alimentos, além da maior disseminação de epidemias transmitidas por mosquitos.

Por isso, 1,5°C é o recorde que não devemos quebrar.

É VIÁVEL

Manter o aumento médio das temperaturas do planeta abaixo de 1,5°C já foi considerado algo ambicioso demais – alguns já disseram que era impossível. Mas não é: é possível, é viável, é algo que podemos fazer.

O mundo todo já começou a caminhar nessa direção: em vários países o consumo do carvão – o combustível que mais polui o ar – está em queda. As energias renováveis são cada vez mais populares na Europa, na América do Norte, na Ásia e também no Brasil. E estes são apenas dois exemplos. O que precisamos agora é caminhar mais rápido. Ou melhor: correr!

Para manter o aquecimento global abaixo de 1,5°C, reduções significativamente maiores de emissão de gases de efeito estufa precisam acontecer nos próximos 35 anos. Na prática, isso significa mais investimentos, mas também mais empregos e oportunidades, no curto prazo – e mais saúde e qualidade de vida, no longo prazo. Para os investidores, os aportes maiores no curto prazo serão compensados pela redução nos impactos das mudanças climáticas.

Por isso, a hora de agir é já!

O QUE É PRECISO

Precisamos ZERAR as emissões líquidas de gases de efeito estufa até a metade do século. Por isso, precisamos avançar muito até 2050.

Mas não há necessidade de reinventar a roda: as causas do problema são bem conhecidas, assim como as soluções. E o mundo todo concordou em caminhar nessa direção em Paris. Ou seja, temos um sólido alicerce – o que precisamos agora é colocar a mão na massa.

Isso significa eliminar todo o desmatamento e trocar combustíveis poluentes por energias limpas. Isso implica, por exemplo, eliminar os subsídios aos combustíveis fósseis. Aliás, você sabia que o petróleo só é competitivo porque é fortemente subsidiado por governos de todo o mundo? Imagine se esses subsídios fossem para as energias solar e eólica! Este é um exemplo do que precisamos fazer já!

Quanto menos poluição no ar, menos aquecimento global… e menos gente doente. A economia que o corte nas emissões de poluentes pode representar em termos de saúde, segurança e meio ambiente pode ser revertida para mais energias limpas, criando um círculo virtuoso de crescimento. Precisamos de níveis significativamente mais elevados de investimento em ações climáticas e no desenvolvimento de capacidades e transferência de tecnologia e desenvolvimento, particularmente em apoio aos países em desenvolvimento. Estes muitas vezes são os mais afetados pelas mudanças climáticas – mas são também os que menos têm infraestrutura para responder a elas. A adaptação ao aquecimento global continuará a ser uma prioridade urgente.

A CAMPANHA

ESPORTES E MUDANÇAS CLIMÁTICAS

As mudanças climáticas e os eventos climáticos extremos ameaçam a viabilidade dos esportes como são hoje praticados. Ondas de calor, alterações nos padrões das chuvas, secas e inundações estão já desafiando terrenos e instalações esportivas em todo o mundo. A continuação do aquecimento global tem e terá cada vez mais impactos diretos sobre os esportes. Da prática esportiva comunitária ao esporte profissional, atletas, espectadores, organizadores e voluntários estão sentindo o calor e os impactos reais das mudanças climáticas.

O aquecimento global é como um anabolizante de eventos extremos. Temos de agir para reduzir a poluição que aprisiona calor na atmosfera.

ESPORTISTAS PEDEM 1,5°C

1,5°C é também o apelo daqueles que participam do maior evento esportivo do planeta. Enquanto muitos recordes devem ser quebrados, atletas de todo o mundo unem-se para pedir que o recorde de 1,5°C não seja quebrado.

Com base em sua própria experiência, esportistas têm grande legitimidade para falar dos desafios e dos benefícios de lutar por um aumento da temperatura abaixo de 1,5oC. Por isso, eles são as estrelas da campanha 1,5oC: o recorde que não devemos quebrar. Ela é resultado de uma ação em rede envolvendo o Fórum das Nações Vulneráveis, PNUMA, Observatório do Clima e GiP.

As peças da campanha fazem alusão à união entre todas as nações que é necessária para atingir o objetivo de controlar o aquecimento global.

PARTICIPE

O QUE VOCÊ PODE FAZER

Entre nesse time – tire uma foto com o 1,5 na mão e poste com a hashtag #1o5C nas suas redes sociais.

Os esportistas, com base em sua própria experiência, têm grande legitimidade para falar dos desafios e benefícios da elevação cada vez mais ambiciosa de metas. Junte-se à campanha 1,5°C o recorde que não devemos quebrar e envie uma mensagem aos governos, às empresas e às pessoas de todo o mundo alertando para o imperativo de trabalharmos em conjunto para manter o aquecimento a um mínimo para a prosperidade de todos.

Espalhe por aí

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Quem somos

Observatório do Clima
O OC é uma rede de 40 organizações da sociedade civil formada para debater mudanças climáticas no contexto brasileiro e dedicada a lutar por mais ambição no combate às emissões e nas medidas de adaptação da sociedade. Desde 2013, publica anualmente os dados de emissões do Brasil, por meio do SEEG (Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa).

CVF
O Fórum de Países Vulneráveis ao Clima (CVF, na sigla em inglês), é uma parceria internacional das maiores vítimas do aquecimento do planeta. O Fórum serve como uma plataforma de cooperação Sul-Sul para os governos participantes agirem em conjunto para lidar com as mudanças climáticas. Fazem parte do CVF 43 países.

GIP
Criado em 2011, o GIP – Gestão de Interesse Público trabalha em um mosaico de iniciativas e projetos na área socioambiental com o objetivo de articular atores, organizações e conhecimentos. Seus consultores, com variadas e complementares formações e trajetórias pessoais e profissionais, são compromissados com o fortalecimento da sociedade civil e a promoção da justiça social. Por meio de seus trabalhos, buscam contribuir para o desenvolvimento institucional dos parceiros e o impacto destes na sociedade

Pnuma
Principal autoridade global em meio ambiente, é a agência do Sistema das Nações Unidas (ONU) responsável por promover a conservação do meio ambiente e o uso eficiente de recursos no contexto do desenvolvimento sustentável. Estabelecido em 1972, o PNUMA tem entre seus principais objetivos manter o estado do meio ambiente global sob contínuo monitoramento; alertar povos e nações sobre problemas e ameaças ao meio ambiente e recomendar medidas para melhorar a qualidade de vida da população sem comprometer os recursos e serviços ambientais para as gerações futuras.